10 setembro 2007

Dia 1 - 8:30

Naquele escritório abafado, escuro e em tons de cinza, um homem estressado, com rodelas de suor embaixo dos braços tomava um copo de água morna. Tinha aparentemente 40 anos; os cabelos começavam a ficar grisalhos, mas não tinha ares de “senhor”. Musculoso, podia-se notar que não tinha um bom gosto para roupas ao analisar a combinação de seu terno em tom de caramelo (pendurado na cadeira) com aquela camisa social azul de mangas curtas.

F- Ei! Chamem a Sara agora!
- Delegado, ela não...
F- Dane-se! Ela precisa vir aqui agora e ‘tá acabado!

Bateu a porta com força, quase fazendo a placa com seu nome em letras douradas cair no chão. Voltou para sua cadeira sem perceber que alguém tinha acabado de chegar no lugar.

Quando Sara colocou os pés dentro do departamento, a reação foi a de sempre. Assobios, gracinhas, até mesmo palavras de baixo calão. Estava acostumada... não seria aquele tipo de idiotice que a faria largar seu cargo na Polícia Federal. Infelizmente, ser uma morena de olhos verdes, cabelos longos e cacheados, curvas bem delineadas e “tudo muito bem no lugar” não era uma vantagem no seu trabalho - pelo contrário. Quando estava prestes a se sentar em sua mesa, o escrivão foi até ela.

- Delegado quer te ver, gracinha.
S- Gracinha é a vadia da sua avó. Ele disse o que quer?
- Nada... só berrou, como de costume. Vou voltar lá.

Sem hesitar, Sara foi até a sala do delegado. Uma vez um rapaz não atendeu o homem de imediato e foi o responsável por atrasar em duas semanas uma operação de busca na casa de um suspeito. Ficou “suspenso” por um mês.

Bateu levemente na porta e entrou.

S- Chamou?
F- Feche a porta, Sara. O negócio é sério.

Ela obedeceu e se sentou.

S- Então...?
F- Tive uma reunião com o secretário de segurança. Sabe o que ele me perguntou?
S- Ah, merda...
F- Isso aí. Ele perguntou sobre a merda. Cadê as respostas que eu te pedi semana passada?
S- Chico, eu ainda...
F- Ainda nada. Não te dei recursos, porra? Eu não sei qual a relação do secretário com o pessoal desta empresa, mas ele realmente está puto. Quer qualquer podre da filial o mais rápido possível.
S- Eu só achei o que já relatei. Aqui fica a central de distribuições, só. Não tenho provas para o resto.
F- POIS ACHE! Meu cargo está em jogo, queridinha. Sabemos que esses gringos não estão aqui só para distribuir a porcaria. Eles têm podres, só precisa procurar no lugar certo. E lembre-se que, se eu me ferrar, o SEU cargo já era. Agora saia daqui e vá fazer algo de útil.
S- Certo... não garanto.
F- Haha, não garante. E eu não garanto teu emprego. FORA!

Sara saiu, batendo porta, novamente quase derrubando o nome de FRANCISCO GOMES. Uns dois policiais ali perto fizeram alguma gracinha sobre ela estar nervosa, mas ela ignorou. Sabia que, desta vez, se não encontrasse alguma coisa... teria sérios problemas.

Foi até sua mesa e ligou para a única pessoa que poderia a ajudar.










PS: caralho como escrevemos diferente hahaha


por Tatah, às 00:54 -

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Pylon: (inglês) torre de alta voltagem.

Uma simples música estimulante... ou uma droga poderosa?
Uma coisa é certa: os usuários nunca mais terão suas mentes como eram antes.






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